O homem desiste, não mais corre, não mais olha para topos não mais vistos, não mais espera oportunidades a lhe aparecer, não mais sabe o que fazer, e nem mais finge tentar sabê-lo. Deita no chão vazio, sozinho em seu nada, e mais uma vez dorme. Escuridão, folhas púrpuras, som de passos.
Uma floresta, onde há espaço suficiente entre as altas e grossas árvores para andar, correr, cantar e dançar, se apresenta, e nela caminha um monstro. Caminha abaixo de um céu de folhas púrpuras, pisando uma eterna grama laranja, num dia iluminado por um pouco visível sol amarelo. E este monstro não é só mais um simples monstro, como aqueles que se espreitam por todos os cantos, tentando se fingir de criaturas sãs pelo uso de ridículas fantasias que só servem para enganar os desatentos olhos dos cegos e, por sua vez, só aterrorizam mais os dotados da visão. Mas sim, um monstro muito pior, terrivelmente pior. Na verdade, provavelmente este é o mais horrível monstro da existência. Um tão horrível que sua descrição só pode ser feita a partir da variabilidade de sua distorcida mente.