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sexta-feira, junho 10, 2011

Senhor Bologogofos e as Colegiais Japonesas

Quem não conhece o senhor Bologogofos? Figura internacional, escritor, ator, diplomata, guru sexual. Com sua grande cabeça triangular, quase do tamanho de um homem inteiro, com seus grandes olhos arregalados e larga boca, cheia de protuberantes dentes. Base papenta a subir se encurtando até o topo de sua cabeça, num chumaço de cabelos negros, estirados para todas as direções. E quem não poderia se esquecer dos seus grandes pés peludos, localizados logo abaixo do papo de seu pescoço, ou seus curtos braços, logo abaixo de suas grandes orelhas, a carregar suas gordas mãos. Sem mencionar, sua famosa calda, já retratada como sí­mbolo sexual em muitas capas de revistas por todo o mundo.
Quem não já ouviu alguma de suas grandes aventuras? Seu famoso caso com Marilyn Monroe e os boatos de um filho não reconhecido; como lutou contra os nazistas entre as ruí­nas de civilizações antigas na américa latina, impedindo a entrada deles no comércio de rapaduras; seus três víos a lua e a raça de pequenos homens cinzas de grandes genitálias que trouxe de lá; sua secreta peregrinação a Meca e o roubo do crânio de Maomé; seus quinze anos de reclusão nas matas vietnamitas com sua então filha adotiva Mei Ling e depois amante; ou o extenso processo contra Bill Gates que o levou a ruí­na financeira. Talvez os mais jovens não o conheçam, mas com certeza já ouviram em alguma remixagem pop alguma de suas famosas composições.

Encontramos, então, esta grande figura que marcou o século XX, agora, no ano 2011, em um hotel em Tokyo para filmar um comercial de Wisky. À o necessário para manter seu estilo extravagante de vida. Bologogofos faz o seu trabalho e depois embriagado, pára para fumar um charuto numa casa de karaokê. Senta num canto, a assistir jovens colegiais a cantarem sob a luz de neons azuis e verdes, as últimas baladas do j-rock. Isso é o que se segue:
Fumiko: À… senhor Bologogofos, senhor Bologogofos, me dê um autografo!
Bologogofos: À, é claro, é claro, onde quer que eu escreva?
Fumiko: Aqui, em baixo do meu mamilo direito! Meu nome é Fumiko!
Hitomi: Fumiko-tchan, quem é esse?
Fumiko: Ahhhh, Hitomi-tchan, não conhece o incrí­vel senhor Bologogofos? Ele fez o Patrick na série de vampiros Gengivas. Ahhhh, como me lembro de como sofreu com seu amor por Kysanja. Ahhhh, senhor Bologogofos, eu tinha um píster seu e da Kysanja em meu quarto!
Bologogofos: À… obrigado, obrigado.
Hitomi: Ahhh, Fumiko-tchan, você sabe que não vejo essas séries americanas!
Suzuki: Nem eu, mas acho que já o vi num pacote de biscoitos.
Fumiko: Senhor Bologogofos, essas são Hitomi-tchan e Suzuki-tchan.
Bologogofos: À, muito prazer, agora deixem-me voltar ao meu charuto.
Fumiko: Ahhh, mas senhor Bologogofos, tenho tantas perguntas, não pode me deixar assim.
Suzuki: Você está nu?
Hitomi: Ai… que vergonha!
Bologogofos: Ninguém nunca reclamou.
Fumiko: O senhor Bologogofos pode fazer o que quiser, todas a mulheres do mundo o querem!
Suzuki: Mas como, ele não tem nada de baixo do pescoço!
Bologogofos: Sou uma pessoa discreta, menina. Em público, mantenho meu pênis sempre dentro de minha vagina.
Hitomi: Fumiko-tchan, vamos voltar a cantar!
Fumiko: Não, não, Hitomi-tchan. Você não sabe a oportunidade que está perdendo!
Hitomi: Ahhh, sou tão infeliz, só queria cantar hoje!
Suzuki: Hitomi-tchan pare de ser tão escandalosa. Você sempre diz que está infeliz!
Hitomi: Mas estou, estou, e vocês não se importam!
Fumiko: Ahhh senhor Bologogofos, por favor, ajude a nossa amiga!
Bologogofos: À… não sei se posso ajudar, felicidade é uma palavra que há muito tempo expurguei de meu vocabulário.
Fumiko: Ahhh, mas como pode ser? Com uma vida tão incrí­vel como a sua, com todos os locais por onde já viajou, com todas as mulheres que conquistou, como não pode ser o homem mais feliz do mundo?
Bologogofos: À complicado minha criança, é complicado. Nunca entendi o significado dessa palavra. Felicidade, felicidade, o que significa? Sempre tentei, sempre analisei o que outros chamavam de felicidade e tentei copiá-los, mas nada de diferente cheguei a sentir. Para falar a verdade, nem sei realmente se ela realmente existe, acredito ser só uma criação abstrata da humanidade, palavra que é aderida a qualquer coisa de forma arbitrária.
Hitomi: Exatamente, nada faz sentido senhor Bologogofos!
Fumiko: Não, não pode ser, eu sou feliz!
Bologogofos: E por que é feliz?
Fumiko: Porque posso cantar!
Bologogofos: Mas e se não puder cantar?
Fumiko: Ai serei infeliz.
Bologogofos: Ah, minha criança, como gostaria de ter essa simplicidade.
Suzuki: Eu também não entendo direito o que é felicidade. Não sei explicar, mas mesmo assim, acho que um dia a senti. Sou uma garota que gosta de se mover, nunca gosto de estar no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa, sempre me sinto como se estivesse no lugar errado, na hora errada, fazendo algo que não deveria estar fazendo. Porém, um dia foi diferente, um dia eu me senti no lugar certo.
Hitomi: Ai, lá vem ela falar de Micoto-tchan!
Suzuki: Mas é verdade, com ela eu me sentia no lugar certo, onde estivesse, se estivesse com ela, estava no lugar certo.
Hitomi: Bláblábláblá…
Suzuki: Pare com isso, você não sabe como eu me senti. Felicidade é estar no lugar certo, na hora certa, fazendo algo que eu deveria estar fazendo. E isso era estar com ela!
Bologogofos: Hahahaha…
Suzuki: Não ria de mim, seu velho feio!
Fumiko: Não fale assim com o senhor Bologogofos, Suzuki-tchan.
Suzuki: Baka, baka, baka!
Bologogofos: Menina, para de ter um ataque, estou rindo porque concordo com você! Já olhou os meus pés? Estão assim grandes e peludos, porque não consigo parar, preciso fazer tudo e estar em todos os lugares, porque nunca me sinto no lugar certo, e quanto mais tempo passo em um só lugar, mais sou levado a pensar nisso.
Suzuki: Já amou?
Bologogofos: Sim.
Suzuki: E porque não está com quem amou?
Bologogofos: Não interessa.
Suzuki: Exato. Quero chorar!
Hitomi: Bláblábláblá… chega de Micoto-tchan, quero cantar! Vamos cantar!
Fumiko: À senhor Bologogofos, vem cantar com a gente!
Suzuki: À, é melhor cantar senhor Bologogofos.
Bologogofos: Vamos cantar então!
E o senhor Bologogofos cantou a música de abertura de Sailor Moon com as colegiais japonesas.

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