Mostrando postagens com marcador consciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador consciência. Mostrar todas as postagens

O Caminho da Consciência: A História segundo Hegel

Hegel estabelece que a história é o percurso do conhecer para o saber absoluto, é a formação da consciência filosófica. Sua tese se baseia que na busca para um saber absoluto primeiro tem de se estabelecer qual a relação entre a consciência, o ato de conhecer e o absoluto.
O caminho entre a consciência natural e a filosófica é unicamente marcado pelo ato de conhecer. Toda a ciência da experiência da consciência se baseia neste ato, no que ele é e no que pode oferecer ou enganar. Pois, conhecer é uma faculdade determinada, cuja natureza precisa ser analisada, tanto quanto suas limitações. Para Hegel, o princípio desta analise é a dúvida que é quase um desespero, em oposição a uma dúvida que é só um vacilo contingente de algo dado como verdade. Logo, se temos uma dúvida que nos leva a questionar o que percebemos, há uma separação entre o absoluto e o ato de conhecer. Não colocaríamos em questão aquilo que nos afeta, caso isso fosse diferente. E também não colocaríamos em questão o próprio ato de conhecer, caso também não houvesse uma clara separação entre nós e ele. Mesmo assim, podemos estabelecer o ato de conhecer como verdadeiro, mesmo este não dando caminho direto para o absoluto. Pois presente a dúvida, este não deixa de ser uma verdade do absoluto, mesmo não sendo este. O ato de conhecer, que tanto pode ser um instrumento para contemplar o absoluto, tanto uma passividade para receber o que deste é emitido, é verdadeiro, e mesmo não podendo ainda nos dar uma visão do absoluto em si, pode nos dar verdades. Verdades que não são o absoluto, mas que também podem se encontrar neste. Cria-se uma questão, se só o absoluto pode ser dado como verdadeiro, ou só o verdadeiro pode ser dado como absoluto. A ciência da aparência, a da consciência natural, atua nesta questão, procurando verdades sem a necessidade de um absoluto.