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O Palhaço e o Macaco

Posted on 27 fevereiro 2010 by admin

Um palhaço que canta bêbado na noite púrpura, enquanto pássaros secretamente devoram seu cérebro, escondidos atrás de sua peruca.

Com um macaco, que segura a sua mão, proclamando para o vento, que segue à esquerda na vertical para a direita: “Perguntes não o que o seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer por si próprio, sob as decadentes condições de seu país”.

Com um carro que corre pela rua, onde ele se encontra, e com um maquinista que se joga pelo asfalto alaranjado.

Pois se o trem não vem, o carro atropela e se o trem já foi, a porta se abre.

Um palhaço que, assim, vê a porta. Com o macaco, ao seu lado, vendo o verde. Com os pássaros pedindo férias para voar pelo ar de papel entre os milhares de elefantes rosas. E com o maquinista pedindo um táxi.

O verde é um triângulo ou um turista da vigésima nona dimensão tirando fotos.

Mas se o laranja é a base e o púrpura o topo, aonde vai o azul?

“À minha casa” diz o palhaço ao pedir carona ao mamute que dirige o carro que talvez não tenha atropelado o maquinista, só a sua sombra que se chama Lago Sombrio.

Mas o macaco fica, respondendo ao palhaço que lhe pede um porquê: “Flores não tenho, nem uma sequer. Muito bem ativos estão todos meus três vulcões. Nunca tive paciência para arrancar as ervas daninhas que nascem pela manhã. E, por fim, apesar da terra crescer, seu preço só desvaloriza.”

Um palhaço que segue com o mamute sobre os trilhos do trem que acabam no lago que começa em sua peruca.

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