Archive | Escritas Soltas

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Cerebus às portas da Lei

Posted on 22 julho 2006 by admin

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Tendências a contemplação, tendências ao balançar, tendências a sua mão. Não, não, não. A amarrar, a espremer e a urrar! Sim, sim, sim. A saborear, a cheirar, a visualizar! Dancemos, que eu te mordo. Cantemos, que eu te trituro. Pulemos, que eu te engulo. Talvez, é… talvez…

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Numa pesada reformulação da ética matosiana, sob uma pesada chuva de informação, cercado de uma pesada nuvem de ação.

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que coisa!

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Assim me traio e contradigo, eu te odeio, eu te amo

Posted on 22 julho 2006 by admin

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“Fujo para longe de ti, evitando-te como a um inimigo, mas incessantemente te procuro em meu pensamento. Trago tua imagem em minha memória e assim me traio e contradigo, eu te odeio, eu te amo.” Carta de Abelardo a Heloísa.

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“What good is a dream, A plan or a scheme, The rainbow that you pursue? It’s everything… and it’s nothing Without someone to tell it to. How eager you are To get to that star, But after the journey’s through, You’re only a lonely dreamer Without someone to tell it to. There’ll be blue days, Hard to get through days, Days when you’ll just want to die. Soon you’re older, And the world’s colder, When there’s no shoulder to cry on. Castles in air Are empty and bare With no one to share the view. The moonlight is merely moonlight, There’s no magic in “I love you” Without someone Someone to tell it to. The moonlight is merely moonlight, There’s no magic in “I love you” Without someone Someone to tell it to.” Nat King Cole

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Não necessariamente!

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Elas tem gosto de sal

Posted on 22 julho 2006 by admin

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Um incógnita no caminho a se apresentar;
as teclas do piano a tocar, as cordas da guitarra a bater, Morrissey a me irritar;
se esconda ou apareça, desapareça ou se revele;
elas tem gosto de sal.

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Aqui, ali, talvez

Posted on 22 julho 2006 by admin

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Numa longa jornada até um novo aqui;
aqui, ali, talvez;
uma jornada no meio do oceano,
uma nova jornada a flutuar pelas ondas em fúria,
uma nova jornada sobre o abismo;
cá, lá, porém;
oi

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Conhecerá? perguntam dois olhos a observar

Posted on 22 julho 2006 by admin

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Sobreviverá? pergunta o palhaço;
cantará? pergunta o macaco;
conhecerá? perguntam dois olhos a observar.

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Qual é a pergunta? Qual é a resposta? Qual é a comunhão entre estas?

Posted on 22 julho 2006 by admin

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Qual é a pergunta? Qual é a resposta? Qual é a comunhão entre estas?

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Por favor, pare de rir!

Posted on 22 julho 2006 by admin

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Giacomo, pare de rir!!!
As cartas estão ao fogo, um novo baralho é necessário;
mas eu gostava delas, eram cartas boas!
Por favor, pare de rir!
Pare de rir, pois o coringa se apresenta, a passos largos!
Prometi não mais falar de escadas, então subamos cordas e nos enrrolemos com ela.

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Me olhe que te devoro, me fale que te observo, me escute que te degusto

Posted on 22 julho 2006 by admin

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Me olhe que te devoro, me fale que te observo, me escute que te degusto;
o poder sobre o universo não está tão distante, só se faz o abismo àqueles que preferem fechar os olhos, e eu não vou fechar os meus, mas também não vou guiar cegos;
abra seus olhos e veja o que há a seguir, abra seus olhos e contemple o absoluto;
há tanto a ser tido que é assustador, mas o mais assustador de tudo é não avançar;
a dança só está começando!

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Sete faces, sete nomes, sete certezas, um único caminho

Posted on 22 julho 2006 by admin

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Sete faces, sete nomes, sete certezas, um único caminho;
quem anda primeiro?
não sei; fala o certo na hora errada, ou fala o errado na hora certa? não sei;
poderia lhe dar o tudo neste exato momento, mas não sei o quanto este estaria em sintonia com o agora;
poderia esquecer, poderia lembrar, poderia perguntar, mas por alguma desrazão sou levado a observar e a esperar;
para livrar-te dessa pequena caixa, é preciso primeiro entrar nela;
é preciso que entendas que eu também estou lá a acompanhá-la, mesmo não estando, mesmo só me encontrando na estranha caixa que é olhar para quem está dentro de uma pequena caixa, a olhar com olhos de criança, a pedir atenção de quem se esconde atrás de um pano e não parece querer sair.

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Não posso me lembrar, não posso me esquecer, não posso ver

Posted on 22 julho 2006 by admin

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Não posso me lembrar, não posso me esquecer, não posso ver;
uma mão, eu digo;
um olhar, eu mostro;
um toque, eu escuto;
não posso lhe negar, não posso me calar, não posso lhe contar;
o que procuras, lhe pergunto;
por que não olhas, lhe interrogo;
qual é seu nome, lhe digo;
não tão difícil quanto contemplar a escada após o abismo;
não tão difícil quanto derramar as lágrimas pelo aqui não presente;
não tão difícil quanto pronunciar as palavras que já foram ditas sem ecoar.

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