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Contos de Fada Eróticos no Rio de Janeiro: O traficante de Zô - Parte I

Bem-vindo a série de Contos de Fada Eróticos no Rio de Janeiro. Começando com uma adaptação do Mágico de Oz. Obs.: Aviso para quem for fre...

quinta-feira, julho 10, 2014

A verdade sobre os suicídios na UERJ

Olá, estou trazendo aqui um texto de um amigo meu, um estudante de jornalismo da UERJ, Alessandro Carvalho. Faço direito lá, onde o conheci, e encontrei essas páginas aqui transcritas em sua mochila. Ele está morto agora. Foi encontrado há duas semanas com o crânio esmagado por uma pedra no estacionamento atrás do prédio de química. Não sei o quanto disso é real, mas acho que deveria ser conhecido. 

"Muitas pessoas conhecem o prédio principal da UERJ na rua São Francisco Xavier como o centro de suicídios do Rio de Janeiro. Se você quer se matar, a UERJ é seu destino. O prédio serve como um imã de sacrifícios humanos para a cidade. Você chega lá, pega um dos elevadores, torce para que ele chegue até em cima sem partir no caminho, sai, se desloca até um dos vãos abertos e se joga. Talvez acerte alguém no final, talvez acerte um carro, mas geralmente só o chão de concreto sofre com o impacto do seu crânio se espatifando contra ele. Geralmente são reportados de dez a quinze suicídios na UERJ por ano, e isso por boca-a-boca, pois nenhuma notícia jamais sai em algum jornal. É claro que esse é só o número dos que tem testemunhas, o verdadeiro número é muito maior, de trinta a quarenta pessoas se jogam de lá por ano, mas para saber disso você tem de ir por outras vias. Acredito que quando entrei na UERJ para cursar jornalismo no décimo andar, nem dos suicídios eu sabia. Agora, depois de ter tomado na oficina de reportagem do quinto período aquela estúpida decisão de estudar esses casos, temo ter aberto uma porta, que caso não custe só a minha sanidade, também possa levar a minha vida.


Algumas coisas às vezes só se mantêm escondidas porque ninguém está interessado em revirá-las. Porém, o que aquele idiota que toma coragem de revirá-las não sabe, é que depois que se faz, não há volta, e que se entrou num caminho a que cada nova descoberta leva só a mais novas perguntas, perguntas a lentamente tragar para o abismo. O número secreto de verdadeiros suicídios no prédio não era nem a ponta do iceberg. Quem é da UERJ também sabe das outras histórias, da má fama que as escadas que correm por cada corredor por trás de pesadas portas de metal tem. Alguns só ouviram de assaltos, outros de estupros, os mais curiosos talvez dos assassinatos. Quem conhece os funcionários do lugar, os faxineiros e os seguranças, talvez também tenha ouvido da má fama do turno da noite. É raro o segurança novato que após uma noite na UERJ não peça demissão no dia seguinte sem dar explicação alguma. E os que se mantêm nunca são os mesmos, são fechados, se isolam do resto, como se tivessem perdido sua humanidade. Isso é claro sem contar no próprio estado natural dos serventes do local, se você presta atenção o suficiente neles, logo notará que é uma coleção dos indivíduos mais peculiares, de aparências estranhas, de deformidades escondidas por trás de seus uniformes cinzas. Até esse ponto, tudo que chegava a mim era tolerável, até mesmo a suposta existência de cinco andares negativos no subterrâneo do prédio, porém isso tudo mudou quando comecei a coletar os relatos sobre a criatura. Mas não posso continuar sem antes falar do Professor Silvana.

Carlos Silvana foi um respeitado professor de história da UERJ, um doutor especialista na história do Rio de Janeiro, que também cometeu o erro de tomar para si o estudo do prédio e do local em que foi construído. Seus papéis nunca foram publicados, e até minhas mãos os tocarem, se mantiveram escondidos em partes abandonadas de uma biblioteca da UERJ. No verão de 1994, depois do que muitos descrevem como um comportamento paranóico, outros de quase insano, ele sumiu deste planeta sem deixar nenhum traço. Foram graças a seus estudos que descobri grande parte da história daquela parte da cidade em que foi construída a UERJ. Silvana conseguiu reunir relatos tão distantes quanto a vinda dos franceses e portugueses para essa terra. Especificamente nos papéis do padre jesuíta Augusti Sabatino, que pregou no engenho jesuíta ao qual o terreno da UERJ um dia foi parte. Sabatino relatou em muitos dos seus escritos as histórias dos índios sobre o lugar, além de sua própria experiência. E aqui vou tentar resumir o que esses dois homens conseguiram agregar sobre o lugar. 




Os índios que um dia habitaram essa terra, antes de com a chegada dos europeus, terem mudado de nome, se integrado e esquecido de sua cultura, comiam seus mortos. Não havia nada mais prazeroso do que comer alguém bravo com uma vida honrosa e digna, tanto de sua própria tribo, como um inimigo vencido de outra. Porém havia aqueles mortos indigestos, que quando vivos eram dados como párias pelos outros índios: criminosos, insanos, ou até xamãs que praticavam certas artes vista como proibidas e erradas pelos outros xamãs. Esses mortos, ninguém queria comer, ou sequer olhar, e assim eles eram enterrados. Porém, como esses lugares de enterro eram vistos como tomados pelo mal, pelos maus espíritos daqueles que os habitavam, geralmente eram cemitérios separados de tudo e de todos, em que geralmente as tribos se davam ao trabalho de fazer viagens de muitos dias e noites para se livrar daqueles corpos vistos como indignos. E um dos maiores cemitérios desse tipo tomava um terreno que hoje em dia está tomado pelo prédio da UERJ e por parte do Maracanã. Um local proibido cuja história foi ignorada pelos jesuítas que lá foram montar seu engenho. Decisão que iria lhes custar caro, quando chegaram aqui em 1579. Rapidamente, o terreno que foi dedicado a uma extensa plantação de jaqueiras foi tomado por rumores da população de índios recém convertida, como pertencente ao demônio. Rumores confirmados pelos próprios missionários quando os suicídios de alguns dos seus membros começaram. Primeiro os suicídios, depois a loucura. Foi ao redor da década de 1620 quando um missionário louco tacou fogo na plantação. A reação dos jesuítas foi construir uma igreja no lugar em que hoje em dia se encontra o pavilhão João Lira Filho da UERJ. E é nele que encontramos Sabatino pregando em 1683. Um ingênuo jesuíta que segundo o próprio relato foi despido de tudo menos sua fé na luta em que teve com o demônio dentro daquele prédio naquele ano. Luta que lhe deixou com metade do corpo queimado, além da igreja abandonada em ruínas. A mata eventualmente tomou o lugar, já que ninguém mais se atrevia chegar lá. E assim foi até a expulsão dos jesuítas.


O que era regra, virou lenda, e o que era lenda, virou rumor do povo. E ninguém da boa sociedade vai dar ouvidos ao rumor do povo. Assim, em 1856 foi inaugurado naquele mesmo terreno, pelo nosso primeiro grande pseudo-intelectual almofadinha, D. Pedro II, o Sanatório de São Francisco. O primeiro grande estabelecimento dessa categoria na America Latina, para receber seus pobres doentes mentais, como a própria prima do imperador, D. Rosa, a insana. O que resta de arquivos daquele respeitado estabelecimento, conhecido por afogar seus ocupantes no gelo, além de outras práticas de tortura, foi perdido no incêndio que tomou de vez o hospital público que havia se transformado com a proclamação da República. As ruínas desse hospital iriam eventualmente se tornar a Favela do Esquelo.


Notória por sua bandidagem, como o famoso Cara-de-Cavalo, na favela do Esqueleto é que encontraria as primeiras referências diretas a criatura. Muitos dizem que a razão de Vargas para escolher aquele lugar para a faculdade fora seu conhecimento sobre a criatura. Claro, que outros apontam para outras razões mais sinistras, como a necessidade para o próprio banho de sangue que foi remover a população local, que ainda irei de tratar. É desse período que Silvana encontra em um dos relatos de um de seus poucos sobreviventes, um que foi realmente “relocado” para a favela de Nova Holanda, atual Maré, descrições sobre a criatura. O Senhor X, como Silvana o chamava, diz que”


É isso, o resto da página está rasgado. Não sei que fim teve o caderno cujas essas páginas pertenciam. Não sei se devo realmente acreditar em tudo que li. Só sei que precisava dividir com o mundo essas palavras de meu amigo.  


Gostou? Dê uma olhada também nessas outras história!



Divina Disneylandia



Atravessamos uma ponte sobre um lago de chamas, pedaços de porcos boiavam na água pintada de vermelho, alguns pedaços como bocas ainda se moviam e gritavam “Nunca mais, nunca mais”. Uma minhoca se retorcia com tumores pelo caminho. Chegamos a Patópolis. Um Pato Donald revoltado andava enfurecido pela rua, quaquejando palavras irreconhecí­veis. Dante enfiou a mão no bolso de sua manta e tirou uma moeda, depois com o dedo a atirou para o ar. A moeda subiu, depois caiu a nossa frente na calçada, despertando a atenção de um Tio Patinhas que até então não tínhamos notado. Continua...

Livro dos Unicórnios: A Criação


No início não havia nada. E aí houve a batata. E aí houve aqueles que eram eternos: os unicórnios. E eram cinco unicórnios. E se chamavam Arakolyts, Jajatops, Hopuiyu, Gatueus e Raul-Chico. E os unicórnios adoravam a batata. E aí em sua adoração eles criaram a terra para que nela a batata se estabelecesse. E a terra foi criada e sobre ela a batata se estabeleceu. E aí em sua adoração viram que a batata precisava de luz para ser vista. E o céu foi criado e iluminou a batata. E muitas batatas se espalharam pela terra. E os unicórnios acharam pequena sua adoração sobre tantas batatas e decidiram que novos seres deveriam adorar as batatas. Continua...

Nele você vai encontrar uma apresentação por Dante Alighieri dos horrores da Disneylândia; a filosofia do "É batata!", muito usada por Nelson Rodrigues; como um famoso jornalista brasileiro foi à lua em 1969; a escrituras sagradas da religião dedicada ao profeta Michael Jackson; as peripécias do presidente vitalício do maior país da America Latina, El Dourado; o sexo nasal e suas repercussões na sociedade; as desventuras românticas de Orson Welles; a maior cinemateca da realidade, contendo todos os filmes feitos, além dos só imaginados e os nem sequer pensados; a pós-vida de Amy Winehouse no céu, e muito mais!


E o romance Meu ano sem ela!


Chopadas, festas na Lapa, apartamentos estranhos, fetiches sexuais em salas de aula isoladas, coalas a baforar a fumaça de um charuto, noites alcoolizadas, perdidas, de êxtase, de esperança, de desespero. A descida de um universitário pelo submundo de festas, sexo e álcool do Rio de Janeiro, após o termino com sua namorada. Uma vida de promiscuidade, a qual se entrega, sem saber se realmente ali quer estar. 

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42 comentários:

Pr. Ronaldo Batista Pereira disse...

Parabéns pela postagem e pela coragem em expor essas histórias. Eu já sabia que o lugar era amaldiçoado, mas não sabia o porquê, pois de vez em quando vou lá e o peso que ali permanece no ar é muito real. Tais relatos SINISTROS demonstram que o fato em si, não se trata de uma conspiração humana, mas sobre-humana que influi nos destinos humanos. Nesse caso cabe a quem estuda ali se apegar com determinação àquele cujo nome é o mais sublime, é sobre todo o nome no céu e na terra - NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

revêur disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
revêur disse...

http://www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura/2011/05/11/uerj-por-daniel-matos/
Ta ai o site qeu ele foi publicado antes.

revêur disse...

http://www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura/2011/05/11/uerj-por-daniel-matos/
Ta ai o site qeu ele foi publicado antes.

revêur disse...

Isso é um conto, com algusn veridicos outros não, mas para leitura de entreterimento , é bom, mas como fato e para tirar conclusões sobre o lugar é um pouco forçado.

revêur disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Augusto disse...

Excelente conto! Vc consegue deixar o leitor com medo de maneira inteligente à moda de Alan Poe! Parabéns!

dasdasdsad disse...

Nossa, cara, sensacional conto! Você vai postar a continuação? Não vejo a hora de ler.

Mario Cesar disse...

Esperando ansiosamente pela continuação!!

Leandro Med disse...

show!!!!

Leandro Med disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jeniffer Magalhaes disse...

Estava muito drogado quando escreveu isso.
Na Golden Gate e Rio Niterói tb são amaldiçoadas então? kkkk

Bernardo disse...

Cthulhu Fhtagn!

Lucas Parente disse...

muito interessante o texto, pude sentir e compartilhar do clima meio tenso que essa instituição traz e me trouxe no ano passado qnd conheci a UERJ no ENEH do ano passado...eu devo ter uma sensibilidade para essas coisas mas qnd senti na hora no momento em que conheci o predio da UERJ nao soube entender a minha sensação, porem com esse texto, mesmo que seja "lenda" para alguns, esclareceu um pouco daquele sentimento q tive qnd conheci a UERJ....parabens

D. Ferreira disse...

As únicas coisas que aquelas escadas guardam são camisinhas de adolescentes tarados e baseados que os alunos fumam escondidos. E que fato estranho um prédio público e alto ser ponto de suicídio né? De fato, deve ser amaldiçoado kkkkkkkkkkk

Mario Tavares disse...

Bem... isso é literatura, não é? Conheço bem, muito bem a história dos suicídios na UERJ, pois fui estudante de lá. Se for literatura, talvez esse seja o caminho, mas se for jornalismo - ao que pese o péssimo nível de nosso jornalismo - temos de ter melhor apresso pela informação. Mas, ainda como literatura, vale dar uma olhada em questões relativas ao estilo e à escrita. Abraços.

Ronaldo Maranhao disse...

MOAAARRRRRRRRR!!!!!

Valéria Fernanda Monteiro Martins disse...

muito interessante!já estive na UFRJ e realmente aquelas paredes de concreto não são nada convidativas as salas e os corredores são de arrepiar. a sensação é de vc estar num tumulo, acho eu pq nunca tive em um que me lembre , imagino ela sem os alunos e sem os professores!!nem quero saber,rsrsrs

Aline Santos Costa disse...

Pessoal, pelo amor de Deus, isso não passa de conto! Daniel, desculpa, mas achei um tanto sacanagem da sua parte zoar os funcionários da limpeza e segurança!! Sacanear os professores que podem te reprovar você não quer, né? rsrsrsrsrsrsrs abraços!

aurelio augusto disse...

eu acredito no que você disse aqui onde moro em Manaus-AM existe um Shopping Center amaldiçoado. Poucos acreditam que no passado esse lugar serviu para cerimonias profanas. Um amigo meu que trabalhava na parte da segurança desse Shopping me mostrou um vídeo de uma câmera de segurança, no qual aparece uma entidade não identificada. Por ele ser o chefe da segurança ele sabia de muitos relatos sobre aquele lugar. Infelizmente ele não trabalha mais la. Perguntei de outros que já trabalharam por la, eles dizem a mesma coisa.

Victor da Côrte disse...

Muito bom texto, parabéns. UERJ, sempre alvo de suicídios... pobres pessoas...

Mari ana disse...

Suicídios não são divulgados não apenas por tratar-se do prédio da UERJ, mas sim por ser uma prática adotada com o intuito de evitar que suicídios despertem o interesse e motivem mais adeptos.

Com ou sem espíritos, o prédio é de fácil acesso e de altura perfeita para os que desejam tirar a vida sem ser interrompidos.

Lucia disse...

Da existência do esqueleto em diante, posso falar alguma coisa. O lugar era sinistro, depois das 18h, tínhamos pavor de passar da Igreja de Lourdes para frente. Éramos proibidos por nossos pais, com histórias não menos sinistras. Eu criança tinha respeito
Lá estava instalada a maior favela da época. Fui crescendo e tomando conhecimento de outras histórias, alí era o ponto da marginalidade. dos terreiros de macumba, das pessoas que ali moravam, em barracos, úmidos, inúmeras faziam atendimento espiritual, Tinha boa gente também, trabalhadores, pobres, mas felizes e honestas. O nome esqueleto deveu-se ao esqueleto do prédio inacabado alí existente, hoje Pavilhão João Lira Filho, nesse chamado esqueleto, aglomeravam-se pessoas vivendo, ou sobrevivendo.Ali aconteceram muitas mortes por rivalidade. Cara de Cavalo, ui era conhecido, como o justiceiro. A polícia ou os rivais o mataram, teve enterro de gala, saído do morro do macaco, fui lá escondido de minha mãe hehehehe. Curiosidade infantil. Mais tarde já adulta, me vi funcionária da UERJ.instalada ali, por decreto do Governador da Guanabara Carlos Lacerda que removeu seus habitantes para a Cidade de Deus. Muitas histórias me foram relatadas por colegas, bem sinistras. O colega que morava lá no esqueleto, o conheci na Uerj, gente boa, que em determinado dia, não mais quis viver e deu um tiro no ouvido. Verdade ou não a UERJ sempre foi para mim um mistério. Acho que precisava ser exorcizada.

ANH-J disse...

gostei demais!Parabens!
espero que tenha continuação!
eu ate já suspeitava sobre os ocorridos na UERJ ,porem... jamais tive uma resposta "concreta."

Italo Marcos disse...

No início de 2009, foi realizado um evento na concha com alguns pastores e todos levantaram um clamor para que esse espírito de morte se afastasse dali. Por um bom período deixou de acontecer esse tipo de morte, como cristão evangélico, creio que seja espiritual esses tipo de acontecimento.

Gerson Pereira Leal disse...

Excelente texto
Se verdade ou mentira não saberemos (sic)
Mas persiste o mistério e é bom que persistam os mistérios....

Cesar disse...

Cara, parabém pela fluidez na escrita e por prender o leitor até ultima linha, vou buscar outras coisas tuas pra ler!

Daniele Kitty Machado disse...

Excelente conto! Meus parabéns!

Elis disse...

Ufrj? O texto é sobre a UERJ.

Panda Voador disse...

Era o Manauara shopping? Como era a entidade?

VinhaFly disse...

Gente, pelo amor!! É só um conto...
Particularmente, não acho nada de sinistro no ar da Uerj.

Unknown disse...

Ela apenas errou o nome por desatenção mas citou a faculdade certa!

Otilia disse...

Sou funcionária pública e fiz uma dissertação de mestrado no tema tentativas de suicídio/suicídio, na pespectiva da prevenção. Também tive a oportunidade, em 2009, de trabalhar com a vice reitora (na época), professores, funcionários da UERJ, que estavam preocupados com essa questão. Então começamos a realizar reuniões sistemáticas e construímos juntos (UERJ, SES, FIOCRUZ, CVV)uma proposta e naquele mesmo ano realizamos o primeiro seminário de prevenção ao suicídio. Essa parceria deu fruto e assim foi organizado um projeto que continua em funcionamento até hoje. E só para desmistificar: o número de suicídios não é grande como querem acreditar, na época houve um levantamento e chegamos à 4 por ano. Bom a história é interessante, mas não passa de um bom conto.
Otilia.

Antonioni disse...

Ah, tá, Poltergeist 4...

Rosa disse...

A UERJ tem uma energia ruim, seja por q motivo for...

infernum_samambaiis disse...

Conto foda!
Mas confesso, primeira vez que fui na UERJ, dei uma olhada num vão do sétimo ou oitavo andar... e que vontade de se jogar, cara! Hahaha

Laura Mendes disse...

Tudo pode ser. Entretanto, quando vi a UERJ pela primeira vez por volta dos 8 anos de idade achei o prédio mais lindo do mundo e prometi para mim mesma que um dia seria aluna dali e foi o que aconteceu em 1982. Nesse tempo a UERJ não estava favelizada como está agora e com andares emparedados. Era um edifício limpo, bem cuidado. O chão era encerado e havia sempre zeladores por todos os andares. As salas de aulas eram agradáveis e confortáveis. Nada era estragado ou destruído. Tudo funcionava maravilhosamente bem : laboratório de informática, auditório, refeitório etc Tenho fotos que provam e os jardins eram bem cuidados com plantas lindas. Levei minha mãe lá pra ver. Naquele tempo já se tinha conhecimento dos suicídios mas penso que esse comportamento vinha de pessoas desequilibradas e problemáticas. Fui muito feliz no período de 1982 á 1986. Em 1989 voltei para fazer Especialização em Língua Inglesa e percebi o estado de degradação que a universidade apresentava. mas isso já é uma outra história econômica e governamental.

Lilian Abreu disse...

Eu estudei lá no turno da noite e realmente os suícidios são verdadeiros, só no tempo em que estudei pude presenciar 3 e nós ficamos a par das histórias de vidas dos suícidas. Lembro que o primeiro foi um senhor idoso que se jogou do 8º andar, estava aposentado e desiludido da vida, o segundo foi bizarro, uma moça grávida após ter uma briga com namorado se joga do 4º andar, ela não morre mas o braço dela sai quando ela bate em uma das varandas, a criança morre e teve o caso do rapaz gay que se atirou do meu andar quando eu estava acabando de chegar, no 12º andar, ele entrou no laboratório de informática, deichou uma mensagem romântica no perfil do orkut do ex-namorado, ele tinha sido trocado por uma garota e era aluno da UFRJ, mas quiz se suicidar na UERJ, tirou o tênis e saiu correndo e gritando pelo corredor e pulou de cabeça pela varanda. Houve algumas tentativas frustradas que eu fiquei sabendo, mas eram alunos que não passaram em vestibular, ou alunos que tiraram notas baixas e os seguranças conseguiram contornar a situação. Porêm meus professores me disseram que o número de suícidio por ano é absurdo e sempre me diziam para tomar muito cuidado ao andar pelo prédio, não só com questão de bandidos, mas gente louca.

Lyssa Bastos disse...

Este rapaz gay da UFRJ foi da minha época...
Eu tava na entrada do laboratório de informática na hora que pulou, ouvi um barulhinho e quando fui ver tinha um corpo todo torto lá no chão.

Sabrina Menezes disse...

Isso é meio que "normal" de universidades. Na área do CAC da UFPE, também ocorrem muitos suicídios, inclusive gradearam o local. Suicídios não são divulgados para não encorajar outras pessoas que estejam pensando em tirar a própria vida. É notório que alguns lugares onde ocorrem suicídios frequentes acabem se tornando ponto para outros, mesmo sem divulgação da mídia. Pessoas que tendem a refletir mais sobre a vida e estão acometidas de depressão podem estar mais propensas. Pessoas muito religiosas, que acreditam que vão para o inferno, tem mais medo e impedimento. O fato é que para a pessoa ter coragem de tirar a própria vida deve chegar em um ponto crítico totalmente fora do racional. Defender a vida é algo inerente aos animais. Só os seres humanos se suicidam. E se fala em um suicídio a cada 40s no mundo. Já fica entre os principais motivos de mortes entre os seres humanos anualmente. Deveria sim se falar sobre o assunto no sentido de prevenir.

Iza Pinheiro disse...

Belíssimos texto! Realmente você escreve bem! Já pensou em escrever um livro de suspense ou terror? Eu realmente gostei,mas devo alerta-lo que se realmente achas que isso é verdade,gostaria que pesquisasse um pouco mais..

*O Primeiro Sanatório do Rio de Janeiro e da América latina foi o Hospício Pedro II, inaugurado no Rio de Janeiro em 1852 e fica UFRJ,até hj eles mantêm esse prédio e o trabalho psicológico lá.

*O Sanatório São francisco Citado no texto na verdade fica em Minas e hoje é uma casa de saúde que mantêm seu trabalho continuamente

* O terreno da Uerj foi construida em cima de uma favela chamada,favela do esqueleto.

* No trecho "Isso é claro sem contar no próprio estado natural dos serventes do local, se você presta atenção o suficiente neles, logo notará que é uma coleção dos indivíduos mais peculiares, de aparências estranhas, de deformidades escondidas por trás de seus uniformes cinzas" Achei maior viagem xD

Mas gostei,vc escreve bem rsrs

cidadão queeeeeeeeeeee? disse...

que viagem kkk fumou MACONHA ESTRAGADA KKKKKKKKKK