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quinta-feira, fevereiro 11, 2010

História a falar, a contar, a ninar

Para você, não foi escrita! Para você, não foi inventada! Para você, não foi falseada! Pare de perder tempo contestando o que foi feito para outros. Pare de esperar igualdade daqueles que não são iguais. Pare de opinar sobre a opinião daqueles que como você a podem formular por si próprios, só porque aqueles que não a podem são tão suscetíveis a qualquer uma que lhes taquem na cara. A história não foi feita para ser conhecida. A história foi feita para ser escrita. Informação, desinformação, verdade. “Devia ser mais fácil!” Do fogo, veio. Na água, se compôs. Na terra, avançou. Ao céu, se formou. É mitologia a deslumbrar, é cenário a brincar, é história a ninar. Se algo for clamado pelo nome de verdade, saiba que é mentira. Se algo for clamado pelo nome de fato, saiba que é opinião. Se algo for clamado pelo nome de história, saiba que é mito. “Devia ser mais fácil!” Concreto, absurdo, sincero. A mão só pode tocar o que realmente pode ver. O olho só pode ver o que realmente pode questionar. A questão só pode ser feita por aquele que brinca no jardim. Outros não podem colocar a mão no fogo por você. Outros não podem naufragar no oceano por você. Outros não podem se sujar de lama por você. Salvação não virá daqueles que o fizerem, e se estes a oferecerem, saiba que é para seres pedra a construir, e nada mais. “Devia ser mais fácil!” Aqueles que batem suas asas já foram embora, a ninguém abandonaram, pois em ninguém chegaram a se importar, e deles nada nunca saberás. Aqueles que batem suas asas, únicos a uma verdadeira história pertencer. Aqueles que batem suas asas, únicos capazes de a uma escrever. Única, própria, nunca compartilhada. Todo o resto é para os que não têm asas, para os que não têm pernas, para os sem passado, sem presente e sem futuro. Múltiplos, diferenciados, perdedores, predadores. A história dita única pelo cego é escrita para perdedores; toda informação dita única pelo cego é determinada para perdedores; qualquer pensamento real só pode predominar após ser feito de mitologia para perdedores. Àqueles que andam sobre a terra, os perdedores são a lei. Àqueles que têm pernas e querem voar, aos perdedores tem de tocar. Àqueles que querem a lei, a dos perdedores tem de subjugar, para a estes enfim abandonar. Perdedores a predar a perdição. Informação, desinformação, jogo. No jardim deita a inevitável falta de conclusão, na brincadeira deita todo o contraste de tudo que pode ser sabendo muito bem que não é, no desfrutar deita a capacidade de poder brincar o quanto quiser com o quanto quiser. Mito, na sombra, a tocar. História, na areia, a se misturar. Conto, no sol, a determinar. A mão, pelo jardim, avança. Sabendo que é mito, cria. Sabendo que se encontra na sombra, dá sol. Sabendo de seus próprios movimentos, escreve. E o fogo se fez, se espalhou e tomou. E a água cobriu, misturou e ejaculou. E a terra confrontou, esmagou e obrigou. E tudo foi escrito. Foi escrito, pois o que realmente foi, pouco interessa!

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