sábado, maio 21, 2016

O desastre de X-Men Apocalipse Sem Spoilers

X-Men Apocalipse é um desastre, e eu já sabia que ia ser assim. Mais um episódio da saga, por favor Fox contrate outra pessoa para fazer esses filmes ou dívida as tarefas com a Marvel. Eu sugiro o diretor do Deadpool. Esse comentário não trará spoilers que já não possam ser vistos nos trailers, que sinceramente já tem o filme inteiro. 

Eu aprendi a ler com os quadrinhos de X-Men e sou um fã dos personagens. Quando foi lançado o primeiro filme, do mesmo diretor do atual, Bryan Singer, foi emocionante ver pela primeira vez esses personagens no cinema. Alguns anos depois, eu já não estava mais tão impressionado assim. Mas eu continuei assistindo, e continuei vendo os mesmo problemas sendo repetidos. Eu aprendi todos os cacoetes do diretor. Então, vamos lá, começando com o vilão, o Ivan Ooze, já que sim, todos os temores que os fãs tinham vendo as fotos do personagem se concretizaram. O Apocalipse desse filme está mais para um vilão dos Powers Rangers que qualquer outra coisa. Ele é um cara baixinho, usando uma roupa de vilão de borracha, de programa infantil, com os poderes infinitos de um deus, porém incrivelmente incompetente usando eles nos seus objetivos. Em falar em poderes, acho que a maioria dos mutantes nesses filmes são poderosos de mais e sem fazer nenhum esforço para isso. Só raras vezes os X-Men dos quadrinhos chegaram a ter poderes quase divinos e quase sempre com graves consequências. É incrível como com tantos poderes o povo desses filmes pode ser tão incompetente e nunca conseguir o que quer. 

terça-feira, maio 10, 2016

Eu, eu mesmo e eu de novo: Cap. 1 - Longa jornada Novo Rio - Tiete

Aqui segue o primeiro capítulo de amostra do livro Eu, eu mesmo e eu de novo, a direta continuação do Meu ano sem ela. O livro será lançado até o final do ano.




1. Longa jornada Novo Rio – Tiete

“Give me the child.
Through dangers untold and hardships unnumbered,
I have fought my way here
To the castle beyond the goblin city
To take back the child that you have stolen,
For my will is as strong as yours,
And my kingdom is great.
Damn.
I can never remember that line.”

Labyrinth, 1986

            Longa jornada para São Paulo. Seis horas dentro de um ônibus, rodoviária Novo Rio, para a Tiete, minha mente no centro de um tornado. “Eu te amo, eu te amo, eu te amo.” Na cadeira ao lado, um buque de flores improvisado numa corrida pela manhã no camelódromo da Uruguaiana. De plástico, pois as vivas nunca vivem, e essas tem de viver. Vermelhas, não pretas, ela já tem um buque de flores pretas sobre a sua tv, foi o primeiro que lhe dei, ela gosta. Mas hoje quero ser clichê, o máximo de clichê do mundo, pois estou sendo tragado de novo para ele, para aquilo que os outros fazem e eu pensei não fazer mais parte. Ontem estava mudo, um muro estático de concreto a beira de um abismo, com as vigas do esqueleto a ranger, hoje tenho tudo a dizer, tenho tudo a consertar, tudo a conectar. “Eu posso fazer isso certo. Eu entendo o significado daquele abraço forte que você me deu do nada. Eu entendo que foi minha culpa. Minha culpa e eu posso consertar tudo. É isso que eu sou bom de fazer, entender e consertar. Entender e consertar.” Longa, longa jornada para São Paulo.
            - Essa é uma história que nunca venderia um livro. - disse uma vez para ela. - Uma história para ser interessante precisa de tragédia, precisa de confusão, por isso nunca vou escrever sobre a gente, nós não temos um pingo disso. - E tudo se despedaçou.

segunda-feira, maio 09, 2016

Game of Thrones: Crônicas de um espectador da 6º Temporada - 6x02 Home

Bem-vindo a esta série de crônicas semanais sobre a sexta temporada de Game of Thrones. Começando do segundo episódio, já que no primeiro não aconteceu nada. 

Game of Thrones - Técnicas para acabar uma série em duas temporadas, já que não temos mais os livros, e o contrato original dos atores acaba na próxima temporada:

- Mate todo mundo que os espectadores não se importam.
- Junte todo mundo popular nas mesmas localizações.
- Ignore qualquer trama mais complexa dos livros que ainda não foi usada. Se ela for realmente necessária, use um dos personagens populares, só não o mate no processo, mesmo que isso tenha acontecido no livro e faça mais sentido.
- Substitua essas tramas pelos personagens mais populares andando e falando sobre coisas que todo mundo já sabe.
- Se não souber o que fazer, resolva com algo sobrenatural. Não precisa seguir a lógica causal do livro ou das outras temporadas de como esse sobrenatural se comporta. Ninguém vai notar.
- Flashbacks.

Spoilers de coisas que aconteceram nos livros e não vão acontecer na série:
A libertação dos dragões da Daenerys ocorre no quinto livro, mas não é o Tyrion o responsável por ela, e nem isso acaba de forma tão amigável. Quem liberta os dragões é Quentyn Martel, o segundo filho de Doran Martel, que por coincidência é morto já no começo dessa temporada. Quentyn é um personagem ponto de vista no quinto livro, e acaba em Meereen atrás da Daenerys, porque sua família fez parte de um pacto após a queda dos Targaryens, de num momento mais propício, restabelecê-los no poder. No pacto a filha de Doran, também inexistente na série, casaria com o irmão da Daenerys. Como este segundo foi morto pelo Khal Drogo, mandaram o Quentyn para dar continuidade ao pacto. O Quentin e um grupo de cavalheiros, após servir um tempo com os mercenários Corvos Tormentosos, chega em Meereen, mas ai A Daenerys já está para casar com o  Hizdahr zo Loraq. Após a Daenerys sumir com o dragão, Quentyn, que é do mesmo tipo de nerd que o Tyrion, só não odiado pela família, decide provar seu heroísmo tentando domar os outros dois dragões aprisionados. Ele os liberta e é incinerado por um deles, por que você sabe, dragões, é isso o que eles fazem, em vez de engatinhar para o outro lado da caverna. 


segunda-feira, abril 25, 2016

Parafuso no Espelho


 Um livro de contos surreais com leves pitadas de humor negro. Nele o leitor vai encontrar uma apresentação por Dante Alighieri dos horrores da Disneylândia; a filosofia do "É batata!", muito usada por Nelson Rodrigues; como um famoso jornalista brasileiro foi à lua em 1969; a escrituras sagradas da religião dedicada ao profeta Michael Jackson; as peripécias do presidente vitalício do maior país da America Latina, El Dourado; o sexo nasal e suas repercussões na sociedade; as desventuras românticas de Orson Welles; a maior cinemateca da realidade, contendo todos os filmes feitos, além dos só imaginados e os nem sequer pensados; a pós-vida de Amy Winehouse no céu, e muito mais!

Parafuso no Espelho. 115 págs. com 25 contos: Alô, alô, meu presidente; Bolinhos de avelã com mousse; É batata!; Crônica póstuma de uma Capivara; Divina Disneylândia - Descida à pedreira; Paranoia; Querida, não é meu!; Orifícios nasais; Chica, a viadeira das espírita; Coração, pedra partida; Michaeljacksonia; O último funeral; BRS3; Pontas dos dedos sangrando; Pacata; Crocodilos no meu armário; Um ensaio sobre a simbiose; Dr. Bobodavits Bobodágua Bobolitus; Camarões verdes fritos; Não só mais uma face bonita; Incidente Coca-Cola; A felicidade não se compra; Uma velha, um facão e um martelo; Senhor Bologodofos e as colegias japonesas; ? - A vida no além de Amy Winehouse.


Compre aqui: http://www.oitoemeio.com.br/…/oito-e-m…/parafuso-no-espelho/

Leia aqui uma amostra de um conto do livro!

quarta-feira, abril 01, 2015

Conheça o país asiático com maior concentração de brasileiros


Você já ouviu falar de Yěshēng yīndào? Essa pequena joia do sudeste asiático já tem mais de 80% da sua população de imigrantes ou descendentes de brasileiros. Conheça aqui um pouco mais sobre essa nação.

Fundação:

O paradisíaco Yěshēng yīndào é o menor país da Ásia, visto por muitos como o Liechtenstein do oriente. Essa magnífica cidade-estado encontrada na fronteira entre a China e a Tailândia, famosa há milênios por ter as melhores prostitutas budistas da região, ganhou sua autonomia da China, durante a dinastia Ming em 1617, quando o então imperador Wanli, famoso por introduzir a domesticação das girafas na China, a deu de presente para sua concubina favorita, Kě'ài de Dà kǒng, a primeira imperatriz de Yěshēng yīndào. 

A dinastia Dà kǒng, graças a sua grande sagacidade e habilidade sexual, conseguiu manter a autonomia do país, tanto durante a dinastia Qing, tanto na revolução comunista de Mao Zedong. A imperatriz Jíshǐ Dà Dòng, umas das amantes favoritas de Mao, durante uma rápida ocupação da China, conseguiu manter sua posição, estabelecendo um parlamento socialista para administrar o país.

sexta-feira, dezembro 12, 2014

Contos de Fada Eróticos no Rio de Janeiro: O traficante de Zô - Parte Final

Mais um episódio da série de Contos de Fada Eróticos no Rio de Janeiro. Começando com uma adaptação do Mágico de Oz. Essa série será publicada toda sexta à noite aqui no site! Comentários, declarações de amor eterno e orgasmos são sempre bem-vindos! Clique aqui para ler as outras partes: I, II, III, IV e V!

Parte VI

Os quatro retornam ao barraco de esmeraldas, mais uma vez, após serem obrigados a beber do refrigerante batizado, se encontram na sala com os homens de aparência estranha. “Trouxeram a cabeça do Tô?” pergunta Zô. “Não, mas ele está morto!” responde Dornélio. “Agora, eu quero meu pó!” fala Roberta. “E eu quero a minha identidade!” fala Dornélio. “Quero sair desse morro!” fala Leona. Maria só ri descontroladamente. “Mas eu lhes pedi especificadamente a cabeça do Tô! Sem ela não posso provar que fui responsável por sua execução! Vocês falharam! Não tenho pó, nem sua identidade, mas os deixarei sair daqui por terem o matado, sintam-se satisfeitos. “Não, como assim, você disse que ia me ajudar, e com cabeça ou não, ele está morto!” “Seus vigaristas, eu quero meu pó!” fala Roberta avançando para eles. O gigante com a cicatriz na boca a agarra pelos pulsos, o que faz Leona se revoltar e lhe dar um chute no saco. O gordo vem lhe socorrer, mas Dornélio lhe dá um soco na barriga. Enquanto isso, Roberta, já solta, agarra o velho caolho pelas barbas. Maria continua a rir, a situação só faz por aumentar o giro na sua cabeça, ela desliza pelas paredes, até ela se agarrar numa cortina logo atrás dos três homens, e cair com ela. Cai a cortina, uma nova figura é revelada, uma linda mulher negra, de grande afro, belos lábios grossos e grandes seios apertados numa camisa vermelha, segurando um microfone. “Quem, quem é você?” pergunta Maria. “Ok, chega, tio Armando, tio Rony, tio Capivara, podem ir agora, eu vou lidar sozinha com essa situação!” fala a mulher para os homens e depois vira para os quatro “Eu sou Zô!”.

segunda-feira, dezembro 08, 2014

Meu ano sem ela: Cap. 9 - It’s the end of the world as we know it

 Mais um capítulo de amostra do romance Meu ano sem ela. Para ler os anteriores, clique aqui: Cap. 1-7, Cap. 8!

9 – It’s the end of the world as we know it
   
O milagre da internet proporciona até a pessoas mais relaxadas o sentimento de ser um espião da guerra fria. Antigamente dava trabalho, você tinha que ter um carro, um sobretudo, um binóculos. Seguir a pessoa, passar longos períodos de tempo em tocaias, pular cercas, olhar sem ser visto por janelas no meio da noite. Hoje em dia, você só precisa ter uma conexão de internet e uma conta numa rede social, tudo que você quer saber a pessoa lhe dará de mão beijada em sua página. Qualquer um pode ser agora um paranoico obsessivo enquanto engorda em sua mesa de computador. Obviamente, ao voltar para casa no dia seguinte, olhei seu Orkut, como fazia todos os dias. Adicionou três pessoas, três caras, e um já estava lhe deixando mensagens no seu mural. “Muito bom lá ontem, vamos fazer isso de novo!”. São exatos 4 dias entre sábado e terça, o dia que a verei de novo na aula. Imagina o que estará fazendo nesse meio tempo. Eu nesse quarto, trancado, só tendo contato com as pessoas ruins que relincham atrás da porta. Isso não pode acontecer. Imagina, pode até já estar planejando sair hoje mesmo, uma outra festa para sábado. E eu aqui em casa, olhando para o teto e contando os segundos. Tenho de sair. Tenho que fazer o mesmo que está fazendo, tenho de ser melhor que ela. Quem sabe, posso encontrar alguém que me tratará direito, poderei esquecê-la. Ligo para uns amigos, se surpreendem, não marco nada com eles há séculos. Nesse um ano, foram raras as vezes que sai com outras pessoas sem ser ela. Mas agora estou de volta, tenho de sair fora dessa caixa que está me engolindo.