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Contos de Fada Eróticos no Rio de Janeiro: O traficante de Zô - Parte I

Bem-vindo a série de Contos de Fada Eróticos no Rio de Janeiro. Começando com uma adaptação do Mágico de Oz. Obs.: Aviso para quem for fre...

sexta-feira, abril 14, 2017

Amor à flor da pele de Wong Kar-Wai

Texto retirado do meu livro Turbilhão de lembranças em neon: Amor, desejo e memória no cinema de Wong Kar-Wai. R$5 na Amazon.


Amor à flor da pele é um filme sobre a criação de momentos, de lembranças, de movimentos na realidade, de como esses podem culminar num amor, e como este amor pode ser interrompido por pressões externas que se tornam internas.

Somos apresentados a dois casais que se mudam para quartos em apartamentos vizinhos. O marido do apartamento da esquerda, Chow Mo-wan (Tony Leung), conhece a esposa do apartamento da direita, Su Li-zhen (Maggie Cheung). Sim, a mesma Su Li-zhen de Dias Selvagens, casada e já distante da lembrança do pássaro que não podia pousar, o fei. Durante todo filme a câmera nos oferecerá a imagem-percepção de suas vidas, e a imagem-afetação de seus sentimentos. A esposa do primeiro e o marido da segunda habitaram um mundo fora de câmera, quase em off. Ou, quando aparecerem na frente desta, estarão de costas ou embaçados, longes da nossa visão - e nós, longe de seus sentimentos. Kar-Wai concentra toda a realidade que vemos na tela nos dois protagonistas. Ou seja, não necessariamente neles, mas nos sentimentos que desenvolvem um pelo outro.

sábado, maio 21, 2016

O desastre de X-Men Apocalipse Sem Spoilers

X-Men Apocalipse é um desastre, e eu já sabia que ia ser assim. Mais um episódio da saga, por favor Fox contrate outra pessoa para fazer esses filmes ou dívida as tarefas com a Marvel. Eu sugiro o diretor do Deadpool. Esse comentário não trará spoilers que já não possam ser vistos nos trailers, que sinceramente já tem o filme inteiro. 

Eu aprendi a ler com os quadrinhos de X-Men e sou um fã dos personagens. Quando foi lançado o primeiro filme, do mesmo diretor do atual, Bryan Singer, foi emocionante ver pela primeira vez esses personagens no cinema. Alguns anos depois, eu já não estava mais tão impressionado assim. Mas eu continuei assistindo, e continuei vendo os mesmo problemas sendo repetidos. Eu aprendi todos os cacoetes do diretor. Então, vamos lá, começando com o vilão, o Ivan Ooze, já que sim, todos os temores que os fãs tinham vendo as fotos do personagem se concretizaram. O Apocalipse desse filme está mais para um vilão dos Powers Rangers que qualquer outra coisa. Ele é um cara baixinho, usando uma roupa de vilão de borracha, de programa infantil, com os poderes infinitos de um deus, porém incrivelmente incompetente usando eles nos seus objetivos. Em falar em poderes, acho que a maioria dos mutantes nesses filmes são poderosos de mais e sem fazer nenhum esforço para isso. Só raras vezes os X-Men dos quadrinhos chegaram a ter poderes quase divinos e quase sempre com graves consequências. É incrível como com tantos poderes o povo desses filmes pode ser tão incompetente e nunca conseguir o que quer. 

terça-feira, maio 10, 2016

Eu, eu mesmo e eu de novo: Cap. 1 - Longa jornada Novo Rio - Tiete

Aqui segue o primeiro capítulo de amostra do livro Eu, eu mesmo e eu de novo, a direta continuação do Meu ano sem ela. O livro será lançado até o final do ano.




1. Longa jornada Novo Rio – Tiete

“Give me the child.
Through dangers untold and hardships unnumbered,
I have fought my way here
To the castle beyond the goblin city
To take back the child that you have stolen,
For my will is as strong as yours,
And my kingdom is great.
Damn.
I can never remember that line.”

Labyrinth, 1986

            Longa jornada para São Paulo. Seis horas dentro de um ônibus, rodoviária Novo Rio, para a Tiete, minha mente no centro de um tornado. “Eu te amo, eu te amo, eu te amo.” Na cadeira ao lado, um buque de flores improvisado numa corrida pela manhã no camelódromo da Uruguaiana. De plástico, pois as vivas nunca vivem, e essas tem de viver. Vermelhas, não pretas, ela já tem um buque de flores pretas sobre a sua tv, foi o primeiro que lhe dei, ela gosta. Mas hoje quero ser clichê, o máximo de clichê do mundo, pois estou sendo tragado de novo para ele, para aquilo que os outros fazem e eu pensei não fazer mais parte. Ontem estava mudo, um muro estático de concreto a beira de um abismo, com as vigas do esqueleto a ranger, hoje tenho tudo a dizer, tenho tudo a consertar, tudo a conectar. “Eu posso fazer isso certo. Eu entendo o significado daquele abraço forte que você me deu do nada. Eu entendo que foi minha culpa. Minha culpa e eu posso consertar tudo. É isso que eu sou bom de fazer, entender e consertar. Entender e consertar.” Longa, longa jornada para São Paulo.
            - Essa é uma história que nunca venderia um livro. - disse uma vez para ela. - Uma história para ser interessante precisa de tragédia, precisa de confusão, por isso nunca vou escrever sobre a gente, nós não temos um pingo disso. - E tudo se despedaçou.

segunda-feira, maio 09, 2016

Game of Thrones: Crônicas de um espectador da 6º Temporada - 6x02 Home

Bem-vindo a esta série de crônicas semanais sobre a sexta temporada de Game of Thrones. Começando do segundo episódio, já que no primeiro não aconteceu nada. 

Game of Thrones - Técnicas para acabar uma série em duas temporadas, já que não temos mais os livros, e o contrato original dos atores acaba na próxima temporada:

- Mate todo mundo que os espectadores não se importam.
- Junte todo mundo popular nas mesmas localizações.
- Ignore qualquer trama mais complexa dos livros que ainda não foi usada. Se ela for realmente necessária, use um dos personagens populares, só não o mate no processo, mesmo que isso tenha acontecido no livro e faça mais sentido.
- Substitua essas tramas pelos personagens mais populares andando e falando sobre coisas que todo mundo já sabe.
- Se não souber o que fazer, resolva com algo sobrenatural. Não precisa seguir a lógica causal do livro ou das outras temporadas de como esse sobrenatural se comporta. Ninguém vai notar.
- Flashbacks.

Spoilers de coisas que aconteceram nos livros e não vão acontecer na série:
A libertação dos dragões da Daenerys ocorre no quinto livro, mas não é o Tyrion o responsável por ela, e nem isso acaba de forma tão amigável. Quem liberta os dragões é Quentyn Martel, o segundo filho de Doran Martel, que por coincidência é morto já no começo dessa temporada. Quentyn é um personagem ponto de vista no quinto livro, e acaba em Meereen atrás da Daenerys, porque sua família fez parte de um pacto após a queda dos Targaryens, de num momento mais propício, restabelecê-los no poder. No pacto a filha de Doran, também inexistente na série, casaria com o irmão da Daenerys. Como este segundo foi morto pelo Khal Drogo, mandaram o Quentyn para dar continuidade ao pacto. O Quentin e um grupo de cavalheiros, após servir um tempo com os mercenários Corvos Tormentosos, chega em Meereen, mas ai A Daenerys já está para casar com o  Hizdahr zo Loraq. Após a Daenerys sumir com o dragão, Quentyn, que é do mesmo tipo de nerd que o Tyrion, só não odiado pela família, decide provar seu heroísmo tentando domar os outros dois dragões aprisionados. Ele os liberta e é incinerado por um deles, por que você sabe, dragões, é isso o que eles fazem, em vez de engatinhar para o outro lado da caverna. 


segunda-feira, abril 25, 2016

Parafuso no Espelho


 Um livro de contos surreais com leves pitadas de humor negro. Nele o leitor vai encontrar uma apresentação por Dante Alighieri dos horrores da Disneylândia; a filosofia do "É batata!", muito usada por Nelson Rodrigues; como um famoso jornalista brasileiro foi à lua em 1969; a escrituras sagradas da religião dedicada ao profeta Michael Jackson; as peripécias do presidente vitalício do maior país da America Latina, El Dourado; o sexo nasal e suas repercussões na sociedade; as desventuras românticas de Orson Welles; a maior cinemateca da realidade, contendo todos os filmes feitos, além dos só imaginados e os nem sequer pensados; a pós-vida de Amy Winehouse no céu, e muito mais!

Parafuso no Espelho. 115 págs. com 25 contos: Alô, alô, meu presidente; Bolinhos de avelã com mousse; É batata!; Crônica póstuma de uma Capivara; Divina Disneylândia - Descida à pedreira; Paranoia; Querida, não é meu!; Orifícios nasais; Chica, a viadeira das espírita; Coração, pedra partida; Michaeljacksonia; O último funeral; BRS3; Pontas dos dedos sangrando; Pacata; Crocodilos no meu armário; Um ensaio sobre a simbiose; Dr. Bobodavits Bobodágua Bobolitus; Camarões verdes fritos; Não só mais uma face bonita; Incidente Coca-Cola; A felicidade não se compra; Uma velha, um facão e um martelo; Senhor Bologodofos e as colegias japonesas; ? - A vida no além de Amy Winehouse.


Compre aqui: http://www.oitoemeio.com.br/…/oito-e-m…/parafuso-no-espelho/

Leia aqui uma amostra de um conto do livro!

terça-feira, dezembro 02, 2014

Apresentação da peça Púcaro Búlgaro no Festival de Teatro da Cidade do Rio de Janeiro

Fotos e vídeos da apresentação da peça Púcaro Búlgaro: Expedição Extraordinária à Bulgária dia 21 de outubro no Festival de Teatro Cidade do Rio de Janeiro, no Teatro Princesa Isabel.


Púcaro Búlgaro: Expedição Extraordinária à Bulgária

Baseado no livro homônimo de Campos de Carvalho.
Adaptação e direção: Daniel Matos
Produção: Nath Cotta
Direção de luz: Vanderson Rogerio
Quadros: Juliana Fervo
Fotos: Leonardo Maurício

Gravação: Antonio Jr (MákinaCultural)

Elenco: Daniel Matos, Gabrielle Asevedo, Nath Cotta, Marcos Garcez, Clara Lyrio e Rodrigo
Ponte.
Um homem descobre em um museu dos Estados Unidos um exemplar raro de púcaro búlgaro em exposição. Extasiado com a descoberta da possibilidade da existência da Bulgária, que pensava ser só um país de contos de fada, ou um jogo de palavras, abandona sua mulher no museu e retorna ao Rio de Janeiro para se trancar em choque no seu apartamento em Copacabana. Lá entre muitos devaneios e paranoias sobre a existência ou não-existência da Bulgária, só acompanhado da sua empregada e amante, é levado a montar uma expedição para descobrir a verdade sobre a Bulgária, pondo um anúncio no jornal a fim de buscar participantes. Uma expedição que reunirá os sujeitos mais excêntricos!


Carta do diretor Indiana Jones



sexta-feira, outubro 31, 2014

Contos de Fada Eróticos no Rio de Janeiro: O traficante de Zô - Parte I

Bem-vindo a série de Contos de Fada Eróticos no Rio de Janeiro. Começando com uma adaptação do Mágico de Oz.

Obs.: Aviso para quem for fresco, o texto tem partes que podem ser consideradas pornográficas e violentas.

Num bar esquina da Riachuelo com a Lavradio, Dornélio vira o oitavo copo. Fica na cerveja, quer se embriagar, mas não quer arruinar a sua performance no fim da noite. Não tem o mínimo interesse de estar ali, não foi sua ideia, foi dela. Por ele, já estaria em sua cama nesse exato momento comendo ela. Mas não, ela quer aparentar que eles têm realmente uma relação, ela quer sair e beber com os amigos, falar, falar e falar. Não a suporta, não suporta sua voz, seu perfume, qualquer coisa que saia de sua boca, essa só é boa para uma coisa, chupar o seu pau e nada mais. Vive numa luta interior, de um lado, quer a ignorar, parar de atender seus telefonemas, parar de marcar encontros, por outro adora seu corpo, precisa devorá-lo, degustá-lo, digeri-lo. A Megera, como a chama para si próprio, é um acidente da natureza, chata, terrivelmente chata, porém linda, insuportavelmente linda. Linda boca, lindo decote. Sim, podia achar com facilidade outras para comer com certa freqüência, mas o mesmo não poderia ser dito sobre os seus peitos. Como poderia achar com tanta facilidade peitos enormes como aqueles, brancos como a neve, e ainda mais pertencentes a um corpo tão magro, fino, esbelto. Seios como aqueles são únicos. Que horror que para tê-los, tem de estar com ela. Aguentar todas as besteiras que saem de sua boca, para poder chupá-los, para poder meter forte naquele corpo magro, tão bem dotado. Sua bunda, outro destaque, branca, macia, pelo menos quando mete nela, ela só geme, geme e deixa de ser aquela chatice viva. E também tem suas mãos, na verdade, talvez nem sejam seus seios que espantem mais a Dornélio, são suas mãos. Como alguém daquele jeito pode ter mãos tão finas e delicadas. É um desperdício que ela só sirva para comer e nada mais.

quarta-feira, setembro 10, 2014

Púcaro Búlgaro: Expedição Extraordinária à Bulgária no Festival de Teatro da Cidade do Rio de Janeiro


A peça Púcaro Búlgaro: 
Expedição Extraordinária à Bulgária está de volta! 
Apresentando dia 21 de outubro, 21h, 
no Festival de Teatro Cidade do Rio de Janeiro, 
no Teatro Princesa Isabel.
 Avenida Princesa Isabel, 186. Copacabana