Publicado no site Clube da Leitura da Baratos da Ribeiro
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(sobre Fellini) Publicado no site De Chaleira Clique na foto para ler!
(sobre o filme I Love you Phillip Morris ou O Golpista do Ano) Publicado no site De Chaleira Clique na foto para ler!
(sobre o filme Kick-ass e a série Spartacus Blood and Sand) Publicado no site De Chaleira Clique na foto para ler!
ou O inútil de cada filme Ganga Bruta é um filme de 1933, dirigido por Humberto Mauro, sobre o cotidiano da vida de um homem da burguesia brasileira. Limite é um filme de 1930, dirigido por Mário Peixoto, sobre a inutilidade das ações humanas, sua eterna limitação. Em contraste, cada um com sua originalidade respectiva: Ganga Bruta [...]
ou Uma ficção é uma ficção que é uma realidade Be kind rewind não trata unicamente de uma desmistificação do fazer cinematográfico, mas também de um jogo convulso entre mistificação do espectador por si mesmo e desmistificação da realidade como matéria rebobinável. Ao começarem a fazer suas próprias versões dos filmes de Hollywood, Jerry e Mike acabam [...]
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Estréia o mais novo clássico de horror da Epicentro Nervoso!
Parte 1:
Parte 2:
Boggart Bugiganga relembra o amor que marcou a sua vida.
A mais nova comédia da Epicentro Nervoso!
Mais um clássico da Epicentro Nervoso!
Posted on 02 abril 2010
Que venha aquilo que não é homem, aquilo que o sucederá, aquilo que está além do homem! Eles dividem o mesmo corpo, mas não a mesma mente. Este misero que é o homem nem realmente pode chegar a conceber aquele máximo que está a vir, pois ambos partem de dois conceitos completamente diferentes que nunca poderão se encontrar. Qual a prova? Um corpo que já é o seu potencial, com uma mente que pouco lhe toca. O potencial do homem nada se aproxima do potencial do corpo, do potencial que a terra lhe oferece.
A mente do homem: que insulto ao corpo! Sua filha, com certeza, mas sua filha retardada. O máximo potencial do homem, aquele encontrado naqueles que são os últimos homens, nada mais é que ser um ser para si e por si, limitado ao que é e não ao que pode, ou ao que poderia caso não fosse sua mísera condição.
O último homem só ama ao homem. Até chega a entender o corpo, mas só o faz pelo homem e não pelo corpo, não ama o corpo. Não ama o corpo e como homem renega na ignorância tudo que lhe é oferecido. O corpo, por sua vez, lhe dando a liberdade de escolha, ou melhor a liberdade de se provar capaz de seu uso, o deixa morrer na limitação de seu amor por si mesmo.
Os homens mesmo buscando se exaurir numa orgia de últimos homens, nem a isso se aproximam. O homem é ainda o macaco, o homem é o que acredita nas fadas do além, o homem é o que se masturba sem fim em sua própria mente. O corpo lhe deu a capacidade de luta, a capacidade de questionar o que é, e o que não é, e por fim a capacidade de se matar. Aqueles que não lutam, que morram no câncer de sua mente doentia! Que morram a deformar o corpo que prefere a putrefação, que o insulto! Macacos a repetir as decisões de outros, piadas a entregar sua ação a resultados de um não vida, idiotas a se afogar num mar de papel picado.
O corpo, enojado com o homem, constantemente está a se suicidar, pois espera a chegada de um homem realmente capaz, merecedor do que faz parte, para fazê-lo por sua vez. Aquilo que sucederá o homem, não virá do homem, mas de seu suicídio. O além do homem virá do homem que escolher morrer como homem e não como rato. Morrer, deixando seu corpo para algo inteiramente novo, muito além de seus desejos, esperanças, virtudes e alegrias, talvez uma completa oposição a estes. O além do homem não amará seu corpo, ele simplesmente será um com ele.
Definições ou Escadas ou Pastéis
E a terra deu o corpo.
E o corpo deu a mente.
E a mente se fez eu.
E este eu é um caos.
Tudo que a mente é, é devido ao corpo. Todo eu só existe devido ao desejo do corpo de um eu que se componha consigo como um. O corpo é uma composição constante de estímulos, sensações, inclinações, operações e decisões. O eu é uma emaranhado inconstante do que o corpo lhe deu, ou melhor o forçou a ter quando o criou, misturado com o que este próprio conseguiu desenvolver, ou que outros o obrigaram a aceitar. O eu, como criação do corpo, é em si seu campo de testes. Testes a buscar um bom parceiro a simbiose. Pois, a terra trabalhou muito para lhe dar um bom habitante, mas deixou para este a escolha do seu ser.
A terra deu vida ao corpo e lhe disse: “Viva, te dou espaço, mas também te dou movimento; te dou tempo, mas também te dou a habilidade de se multiplicar; te dou fome, mas também te dou luta; e mais que tudo, te dou a potencialidade de ao caminhar sobre a minha face fazê-lo sem erros.” E o corpo, em retorno, rosnou e correu para a floresta. Muitos anos se passaram e o corpo se viu estático, não conseguia avançar de nenhuma maneira além do que a terra lhe tinha dado no momento de criação, era necessário mais para poder avançar. Então, correu e bateu de cara numa árvore. Nesta ação, nasceu sua primeira e única filha, a mente. A mente, deveria explorar todas as possibilidades dadas pela terra ao corpo, devia movê-lo a campos ainda não explorados. Porém, ela nasceu retardada e sua primeira ação foi mover o corpo correndo para outra árvore e dar de cara com ela mais uma vez. Muitos problemas começaram dai, em vez de soluções como era esperado.
Mente bem estúpida, devo dizer! Em vez de buscar soluções, se afogou em besteiras. Quando não se perdia em delírios de que todos os problemas que estava ali para resolver, seriam solucionados num mundo mágico após sua morte, ou encontrava as mais mirabolantes formas de negar seus problemas, ou evitava-os, em vez de confrontá-los, se acreditava sozinha e via o corpo como um crime a sua pessoa. O corpo, bem irritado, para dizer a verdade, as amaldiçoou perante tamanhos insultos: “Que não morram, que se destruam, que se afundem em si próprios sem o meu amparo!” A partir de então a mente foi deixada sozinha a vazar suas deformidades para um corpo abandonado. Homens caiam ante as doenças mais ridículas, quando não se matavam tentando tratá-las com elementos exteriores. Homens se enchiam como balões até estourar. Homens viravam pedras a carregar mais pedras por preferirem a submissão a dominação. Alguns, porém, perante o câncer que se tornará a raça humana, começaram a reagir. Reagir contra a doença que se espalhava, pulando de mente em mente, a devorar tudo aquilo que encontrava. Assim, nasceu o homem em luta, que primeiro virou camelo e quis colocar sobre suas costas todo o conhecimento que conseguiu encontrar, depois virou leão, e viu o quanto todo esse conhecimento não passava de repetição e devaneio, achando melhor formular seu próprio conhecimento, por fim, chegando a criança, e vendo que sua posição em si inibia-o da visão real de tudo que buscava, que era necessário esquecer de tudo, para realmente lembrar como enxergar, como sentir o que precisava solucionar.

O corpo viu este homem que luta e foi até ele, cutucando-o no ombro, para lhe falar: “Obrigado por não me insultar, mas devo dizer-lhe: o caminho ainda é muito extenso, mas você não pode dar mais um passo como aquilo que é.” E o homem perguntou-lhe: “Como, se já consegui tudo que queria e derrotei o câncer?” E o corpo respondeu-lhe: “Sim, mas ainda há muito mais, e seus desejos em nada se comparam ao que está por vir.” E o homem curioso, perguntou-lhe: “O que tenho a fazer?” E o corpo respondeu-lhe: “Morrer. Não podes ser aquilo que virá, mas podes ser aquele que o dará vida com o seu sangue!” O homem ao escutar isso permaneceu mudo, mas depois disso rosnou e saiu correndo pela floresta.
Assim falava Nietzche.
E assim ele babou pelos últimos dez anos de sua vida.
Conclusões: O eu pode ser eu e se achar sozinho na ignorância do pertencer ao em si. Porém, esta própria ignorância pode ser uma desistência do em si sobre o eu, que o deixa se afundar em si próprio.
Posted on 19 março 2010
Equipe da epicentro nervoso conversa após o término das filmagens do curta.
Posted on 19 março 2010
Making Off com cenas extras e erros de filmagem do clássico de 2005.
Posted on 19 março 2010
A man finds himself cast away on an isolated island and is haunted by the memorys of his lost lover.
Posted on 19 março 2010
Uma hermenêutica do termo ser na história da filosofia é o que busca fazer Martin Heidegger a partir de seu livro o Ser e o Tempo. O ser não é aquele que é, mas sim aquele que é em relação a outro que julga esse ser, que se importa em julgá-lo. Um ente pode ser um ser, mas nem todo ente é. O ente é o fenômeno, aquilo que existe, a coisa em si mesma, e pode ser julgado ou não por um outro como um ser. O ser-aí é o julgador, o ser que se pergunta se é, que se importa. O ser-aí é quem dita o que o ser foi, é e será.
Uma pedra existe, ou melhor um conjunto de entes é julgado por um ser-aí como um ser ao qual é associada a idéia de pedra, a conjunção de vários entes como um único ser. O espaço e o tempo são usados para posicionar os entes que compõem a pedra no ser que o ser-aí a coloca. O ser-aí pode ser o homem, mas também pode não ser. Pode ser o homem que se assumindo como ser-aí, se importando em fazer isso, tenta buscar a interpretação de seus entes formulando um ser. Um ser-aí numa constante dialética consigo mesmo em busca do ser que melhor representará o seu ente, que melhor lhe servirá de espelho. Mas se o homem não se pergunta que é, logo não é. Ou melhor quem é que deu a interpretação do ser pedra aos entes que a compõe? Foi um homem, mas não é este que a mantêm, mas sim a própria idéia a continuar pelo tempo passando por muitos homens. O ser-aí é a informação passada pelo tempo a ditar os seres há muito afastados dos seres-aí que os interpretaram originalmente. A importância de identificar seres nas coisas em si está longe, mas sua interpretação continua.
O ser-aí enquanto no homem, no homem que se importa em se perguntar de seu ser e sua relação com os outros seres ao seu redor, se importa em interpretar os significados dados aos muitos entes, e ir mais a fundo, desconstruindo estes e construindo outras interpretações, outros seres, para melhor chegar as coisas em si, é a consciência. É a consciência intencional do homem, é ele tomando responsabilidade pela sua relação consigo mesmo e com o seu mundo exterior. Sua responsabilidade sobre sua própria interpretação de si e do mundo. Heidegger considera o tempo com um dos principais pontos de referência nesta relação entre o ser que julga, o ser-aí, o importar-se, e o ser julgado, a interpretação dos entes, o fenômeno intocado. É sua própria mortalidade que organizara as relações do homem. O importar-se é contabilizado e logo composto pelo tempo.
O processo pelo qual o ser-aí no homem e o ser se relacionam é uma angústia. A angústia da fenomenologia, de querer conhecer a coisa em si, o ente que existe, e constantemente se deparar com um ser espelho, o ser de sua interpretação. Uma dialética apontada por Hegel, em que o ser que julga cria o ser que é julgado, e depois ao colocá-lo em par com a existência, e analisando suas incongruências tem de voltar ao seu próprio ser, para através de sua faculdade de ser-aí, poder se julgar a fim de desenvolver um novo ser que melhor será capaz de julgar outros, se aproximar mais deles, porém ainda encontrar incongruências e assim continuar seu ciclo dialético. Sartre vai além e diz que nem o tempo pode ser considerado como um ponto de referência fixo ao ser. Para ele é o nada, ou seja, qualquer coisa, o objeto em que o ser se realiza como ser e começa sua eterna dialética. O tempo pode ser a referência ao julgar, mas dependendo do ser que está a fazer o julgamento, pode ser completamente ignorado.
Um bom exemplo da filosofia heideggeriana aplicada pode ser visto no filme de Hal Ashby, Being There, com Peter Sellers, ou seja, o ser-aí. Neste o protagonista, que além de ter suas faculdades mentais limitadas, também passou a maior parte da vida isolado, é obrigado do nada a interagir com o resto do mundo. E ele o faz, só que não a partir do ser-aí da sociedade, da cultura, mas sim a partir do seu próprio ser-aí, completamente afastado do cotidiano. Sua relação com seu próprio ser e as coisas ao seu redor é única, e todos ao seu redor nem o realmente notam, pois só o interpretam a partir de seu ser-aí da sociedade. O final é bem emblemático, ele caminha sobre as águas de um lago, pois para ele, para o seu ser-aí, o fenômeno que é o lago nem importa, e ele não pode afundar naquilo que não importa.
